O Guia dos Campuseiros Cucarachas S02E04
O número de campuseiros infectados e transformados em zumbis vem aumentando aqui na Campus Party. Tanto que preparamos um “Manual de Sobrevivência contra Campuseiros-Zumbis” (impresso em mimeógrafo) para distribuir entre os poucos que ainda não foram infectados.

Será que conseguiremos sobreviver ao iminente apocalipse de nerds mortos-vivos da Campus Party? Aguardem os próximos capítulos do Guia dos Campuseiros Cucarachas para descobrirem.

Run to the Hills!


Essa tira aí em cima foi feita através do site Pixton. Lá você pode criar suas próprias tirinhas e histórias em quadrinhos apenas selecionado personagens, cenários, objetos e balões pré-formatados. Ideal pra quem, assim como eu, não sabe desenhar direito nem bonecos de palitinhos. =)

O Pixton é um serviço gratuito, mas funciona por um sistema de créditos, que são acumulados e lhe permite destravar novas funcionalidades. Há várias formas de ganhar novos créditos, sendo a mais fácil, simplesmente logar na sua conta, o que te dá 5 créditos (mas só vale uma vez por dia). Outra forma simples de ganhar novos créditos é indicando o Pixton para seus amigos. Você também pode comprar créditos (e daí é que vem a principal fonte de receita do site). O Pixton conta também com um sistema de níveis de usuário. Quanto mais você usa a ferramenta, maior será o seu nível, e mais créditos você irá ganhar. Esse sistema é bem legal pois ajuda a fidelizar os usuários.

Pixton - Criação de HQs

Criar uma HQ no Pixton é bastante simples. Após fazer a sua conta, vá ao menu “Criar” e lá você verá algumas opções de formatos para criar seu quadrinho. Entre eles há o clássico formato de tira, o formato de tira dupla (com duas colunas) e o de página de quadrinhos (como nas revistas). Dependendo do formato escolhido, o custo de crédito para criar seu quadrinhos altera (o formato de tira, por exemplo, custa 5 créditos).

Você pode editar o seu quadrinho da forma que você quiser, acrescentando cenários, personagens, objetos, balões, etc. Você pode mexer facilmente no zoom do quadro, mudando rapidamente de um close para um plano panorâmico. Mexer nas posições dos elementos dentro dos quadros também é muito simples. Mas o mais legal é que você pode editar facilmente os personagens, alterando a expressão facial deles, assim como os cabelos e a roupas. Também dá pra mudar a posição e postura deles simplesmente movimento seus membros (braços e pernas), cabeça, tronco, etc. Ou seja, os personagens são completamente personalizável, e você pode inclusive salvá-los para poder reutilizá-los depois. Neste vídeo você pode ver detalhamente como funciona o processo de criação de uma história em quadrinhos no Pixton.

Pixton - Objetos

O Pixton funciona também como uma rede social, permitindo que você possa se tornar fã de outros usuários, e inclusive formar o seu próprio fã clube de leitores. Você também pode deixar comentários nos quadrinhos de outras pessoas, e o mais divertido, você pode inclusive remixar os quadrinhos dos outros. Isso mesmo, a partir do quadrinho de outro usuário você pode criar um novo quadrinho aumentando ainda mais a colaboração e interação dos usuários. Legal, não?

Há ainda uma versão mobile do Pixton, que permite a leitura dos quadrinhos em dispositvos móveis como celulares de forma simples e prática.

E por fim, o Pixeton é um ótimo recurso para os professores usarem com seus alunos, sobretudo do ensino fundamental. Afinal, os parâmetros curriculares nacionais (PCNs) prevêem a utilização das histórias em quadrinhos como recurso didático-pedagógico, e uma ferramenta como o Pixeton permite que os alunos aprendam através da criação de HQs, mas sem a necessidade das habilidades técnicas de um quadrinista profissional.

Pixton - Personagens

Mas o Pixeton não é a única ferramenta para a criação de histórias em quadrinhos online. Segue abaixo a indicação de outros sites semelhantes:

Strip Generator – Foi um dos primeiros sites desse tipo. Não permite uma personalização dos personagens, mas os já existentes possuem um estilo bem legal, sobretudo no traço.

Bitstrips – Assim como o Pixton, permite personalizar os personagens, e também possui uma boa variedade de cenários e objetos para serem utilizados.

Toonlet – Também permite personalizar cabelo, bigode, roupas, corpo e formatos do rosto. A grande desvantagem dele é que não tem uma ferramenta pra compartilhar facilmente suas tiras com seus amigos, nem pra incomporar atavés de código em seu blog. Mas ainda assim vale a pena dar uma olhada.

Máquina de Quadrinhos – Essa é para os fãs da Turma da Mônica que sempre sonharam em criar suas próprias histórias em quadrinhos com os personagens do Maurício de Souza. No entanto, o plano gratuíto do site não tem muitas opções de cenários e objetos, mas você pode comprar pacotes que trazem mais opções. Também achei o site um pouco pesado pra quem não tem uma boa conexão e uma máquina mais potente.

Super Hero Squad – Neste site você pode fazer suas próprias HQs com as versões Super Deformed dos heróis Marvel como o Hulk e o Homem de Ferro. Não dá pra personalizar os personagens, e nem possui muitas opções de cenários e objetos, mas ainda assim dá pra se divertir um pouco.

Este post está participando do Concurso Profissão Blogueiro, que vai premiar três blogueiros com netbook e kit completo para quem quer ter um blog de sucesso. Acesse: www.ideiasnoar/profissaoblogueiro.


Festival de AngoulêmeA Garagem Hermética Nº 05, revista da qual eu participo com a história em quadrinhos Quadrinistas – Canto II, foi selecionada para Competição Oficial de Publicações Alternativas do 37º Festival Internacional de BD de Angoulême, principal premiação de quadrinhos da França e uma dos maiores eventos de quadrinhos do mundo, que ocorreu entre 28 e 31 de janeiro.

Infelizmente a Garagem Hermética não levou a premiação, que ficou com a revista chinesa Special Comics n°3. Mas só de ter uma revista minha participando de um festival de quadrinhos tão impotante como o Angoulême, já é motivo de grande fecilicidade. E parabéns aos quadrinistas que fazem parte do Sócios Ltda, que editam a Garagem Hermética, e a todos os colaboradores que já passaram pela revista. Valeu, cambada! =)

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Cosplay de Mupy!! - Anime Dreams 2006

Neste sábado e domingo, dias 23 e 24, estarei participando da Fanzine Expo, feira de quadrinhos independentes que acontece dentro da Anime Dreams, que junto com a Anime Friends, é um dos principais eventos pra venda de mupy (ah, e também de mangá e animê).

Estarei lá vendendo algumas das minhas revistas em quadrinhos, como o Homem-Grilo, Nova Hélade, Garagem Hermética e Sideralman. Então se você vai na Anime Dreams neste fim de semana, passe lá na Fanzine Expo pra comprar alguns quadrinhos meus =)

Campus Party Brasil 2009 - 2º dia

E na semana que vem, do dia 25 ao dia 31 de janeiro, estarei na Campus Party, considerado um dos maiores eventos de tecnologia e cultura digital. Assim como na edição do ano passodo, eu e o Gil Tokio ficaremos lá acampando com o resto da nerdaiada, e iremos cobri evento através de histórias em quadrinhos numa pegada gonzo.

Então fiquem ligados aqui no blog, que todo dia estarei publicando uma página nova do nosso O Guia dos Campuseiros Cucarachas.


Apesar de não ser nenhum expert em quadrinhos, esse ano vai fazer dez anos que estou trabalhando com  HQs, e por isso, costumo receber muitas perguntas e dúvidas da galera que está começando agora ou quer começar. E essas perguntas podem ser resumidas em basicamente duas: Como se faz uma história em quadrinhos? E como se faz pra entrar no mercado de quadrinhos.

Bem, eu vou deixar que dois mestres dos quadrinhos respondam essas perguntas por mim, usando para isso os próprios quadrinhos.

O primeiro deles é o Laerte (e eu tô falando do verdadeiro Laerte, não do replicante) em uma página de quadrinhos que ele fez para a edição nº 9 da revista Piratas do Tietê publicada em maio de 1991.

Laerte - Como Fazer um Fanzine

E o nosso segundo mestre é o Scott McCloud. Vamos ver o que ele diz nesta página retirada de seu livro Reiventando os Quadrinhos publicado originalmente em 2000.

Como fazer uma Revista em Quadrinhos

Pois bem, como o Laerte e o McCloud deixam claro em suas HQs, começar a publicar e vender sua própria revista em quadrinhos é algo bem simples, não requer prática muito menos experiência, e nem necessita da presença de um adulto por perto. =)

E hoje fazer e publicar quadrinhos é ainda mais fácil, e não requer nenhum gasto com impressões ou xerocs. Você só precisa montar um blog/site e começar a publicar seus quadrinhos na Internet como eu faço aqui. E então basta você adotar algum dos modelos de negócio para webcomics e começar a conquistar os seus mil fãs verdadeiros que irão lhe permitir viver de quadrinhos com uma renda mensal melhor do que o salário que um professor da rede pública ganha atualmente no Brasil.

É claro que essa sustentabilidade através dos quadrinhos não virá da noite para o dia. É preciso de alguns anos publicando constantemente, e ganhando quase nada, para que isso aconteça. Por isso, para viver de quadrinhos, é preciso de muita força de vontade, autodiciplina e perseverança. Não é algo fácil, mas o que nessa vida é? =D


Cosmogonia

No princípio era o Kaos. Massa de informação discorde e disforme. Pacotes de bits fragmentados.

E o Nous do divino Progamador-Aedo vagava pela face do ruidoso abismo, e ao contínuo Kaos decidiu por termo.

Ele convergiu os dados kaóticos em um ponto subatômico. Era a partícula Kernel-Mnemosyne, no qual a divindade instalou seu primeiro programa, Moros.

Em Moros estava o código-fonte do sistema. A linguagem da criação. A narrativa do cosmos vinda da Alta Natureza. Pois o verbo era o Programador-Aedo.

E as cordas quânticas da partícula Kernel começaram a vibrar, criando frequências musicais que foram acompanhadas pelo canto cósmico das Musas.

Dentre as Musas, funções-programa numinosas, estava Calíope, a belíssima voz que brilha no negror da eterna noite, carregando em si a configuração do sistema multiuniversal, formatando o não-ser em ser.

Então ocorreu o Big Reboot e o universo começou a se expandir.

O espaço livre do universo expandido o Programador-Aedo em partições primárias separou.

A primeira partição chamou de Gaia. A segunda, extraída da primeira, chamou de Uranus. E viu que era bom.

No seio de Gaia uma terceira partição foi criada. Era o Tártaro nevoento para onde os programas corrompidos seriam enviados.

Para gerir o novo cosmos, a divindade criadora instalou programas autônomos a que chamou de Titãs. Mas possuíam os Titãs um curvo pensar e foram eles tomados pelo vírus da hybris.

Pela Alta Natureza Criadora foram no cosmos novos programas instalados. Eram os Olimpianos Sempre Eternos, que pelo programa Z comandados, aprisionaram os Titãs infectados no Tártaro e o controle do sistema assumiram .

Com a ordem enfim estabelecida, o sistema palco-universo estava pronto para receber seus programas-atores. E o Programador-Aedo criou o Homem a sua imagem e semelhança.

O Homem carregava em si o código-fonte de Moros. Um roteiro escrito em seu DNA com o mythós a ser protagonizado. Mas era um script aberto, e nessa narrativa logo o Homem estaria improvisando.

Mas se sua peça seria uma tragédia ou uma comédia o Programador-Aedo não sabia. Por uma tragicomédia decidiu então .

E finalizado estava o palco-universo. Configurados e em suas posições estavam os programas-atores. Então o sistema-cósmico foi ligado. E a narrativa da vida (e da morte) começou.