<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
		>
<channel>
	<title>Comentários sobre: A Verdade Não Existe</title>
	<atom:link href="http://cadusimoes.com/2005/10/a-verdade-nao-existe/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://cadusimoes.com/2005/10/a-verdade-nao-existe/</link>
	<description>Histórias em Quadrinhos</description>
	<lastBuildDate>Fri, 27 Aug 2010 18:54:42 +0000</lastBuildDate>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.1-alpha</generator>
	<item>
		<title>Por: Fernanda Brahemcha</title>
		<link>http://cadusimoes.com/2005/10/a-verdade-nao-existe/comment-page-1/#comment-5237</link>
		<dc:creator>Fernanda Brahemcha</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Jul 2010 01:31:17 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://grilocaverna.homemgrilo.com/2005/10/26/a-verdade-nao-existe/#comment-5237</guid>
		<description>É, esses desenhos às vezes só mostram a ponta do iceberg e têm toda uma profundidade analítica quando decidimos que têm...
Vi um filme ontem que me lembrou esse post, &quot;Jerome Bixby&#039;s The Man From Earth&quot;, que é baseado em um conto do Jerome Bixby, contista estadunidense que escreveu episódios de Star Trek e The Twilight Zone. Aliás, essa sacadinha do Paul Veyne sobre &quot;paradigma X mode on&quot;, &quot;paradigma X mode off&quot;, &quot;paradigma Z mode on&quot; é bem Twilight Zone...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>É, esses desenhos às vezes só mostram a ponta do iceberg e têm toda uma profundidade analítica quando decidimos que têm&#8230;<br />
Vi um filme ontem que me lembrou esse post, &#8220;Jerome Bixby&#8217;s The Man From Earth&#8221;, que é baseado em um conto do Jerome Bixby, contista estadunidense que escreveu episódios de Star Trek e The Twilight Zone. Aliás, essa sacadinha do Paul Veyne sobre &#8220;paradigma X mode on&#8221;, &#8220;paradigma X mode off&#8221;, &#8220;paradigma Z mode on&#8221; é bem Twilight Zone&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Cadu Simões</title>
		<link>http://cadusimoes.com/2005/10/a-verdade-nao-existe/comment-page-1/#comment-5235</link>
		<dc:creator>Cadu Simões</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Jul 2010 04:04:02 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://grilocaverna.homemgrilo.com/2005/10/26/a-verdade-nao-existe/#comment-5235</guid>
		<description>Puxa, nunca imaginei que o desenho do Papa-Léguas servisse tão bem pra explicar a teoria de programa de verdades do Paul Veyne. =)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Puxa, nunca imaginei que o desenho do Papa-Léguas servisse tão bem pra explicar a teoria de programa de verdades do Paul Veyne. =)</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Fernanda Brahemcha</title>
		<link>http://cadusimoes.com/2005/10/a-verdade-nao-existe/comment-page-1/#comment-5234</link>
		<dc:creator>Fernanda Brahemcha</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Jul 2010 03:51:31 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://grilocaverna.homemgrilo.com/2005/10/26/a-verdade-nao-existe/#comment-5234</guid>
		<description>Basicamente, é por isso que o Coiote sempre se fode e o Papa-Léguas sempre se dá bem. O Coiote vai andando no ar, e não cai até se dar conta de que, segundo o programa de verdade vigente, deveria cair. E às vezes ele corta um pedaço de um penhasco, a parte supostamente bem sustentada onde ele está despenca enquanto a pontinha onde o Papa-Léguas está fica como está. Ainda assim, nosso pobre loser Coiote continua contando cegamente com o programa de verdade em que escolheu acreditar, confia nele como se fosse imutável, e se supreende quando as outras faces de seu universo resolvem contrariá-lo. Aí ele pinta um túnel em uma pedra, esperando, claro, que o Papa-Léguas se espatife nele. Mas o danado muda a concepção de &quot;túnel pintado na pedra&quot;, e simplesmente passa. Aí o Coiote decide, meio hesitante, tentar fazer o mesmo, e dá com a cara na pedra. Pelo jeito o Papa-Léguas é algum tipo de Mestre do controle dos programas de verdade, usando sua capacidade de transitar por eles a seu favor, enquanto o Coiote, preso em conceitos cristalizados, fica caindo de penhascos e dando com a cara nos lugares. Interessante isso. Acho que o Papa-Léguas vai para a minha lista de gurus agora, no quesito &quot;capacidade avançada de transitar por programas de verdade&quot;.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Basicamente, é por isso que o Coiote sempre se fode e o Papa-Léguas sempre se dá bem. O Coiote vai andando no ar, e não cai até se dar conta de que, segundo o programa de verdade vigente, deveria cair. E às vezes ele corta um pedaço de um penhasco, a parte supostamente bem sustentada onde ele está despenca enquanto a pontinha onde o Papa-Léguas está fica como está. Ainda assim, nosso pobre loser Coiote continua contando cegamente com o programa de verdade em que escolheu acreditar, confia nele como se fosse imutável, e se supreende quando as outras faces de seu universo resolvem contrariá-lo. Aí ele pinta um túnel em uma pedra, esperando, claro, que o Papa-Léguas se espatife nele. Mas o danado muda a concepção de &#8220;túnel pintado na pedra&#8221;, e simplesmente passa. Aí o Coiote decide, meio hesitante, tentar fazer o mesmo, e dá com a cara na pedra. Pelo jeito o Papa-Léguas é algum tipo de Mestre do controle dos programas de verdade, usando sua capacidade de transitar por eles a seu favor, enquanto o Coiote, preso em conceitos cristalizados, fica caindo de penhascos e dando com a cara nos lugares. Interessante isso. Acho que o Papa-Léguas vai para a minha lista de gurus agora, no quesito &#8220;capacidade avançada de transitar por programas de verdade&#8221;.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Cadu Simões</title>
		<link>http://cadusimoes.com/2005/10/a-verdade-nao-existe/comment-page-1/#comment-5089</link>
		<dc:creator>Cadu Simões</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Jun 2010 20:06:26 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://grilocaverna.homemgrilo.com/2005/10/26/a-verdade-nao-existe/#comment-5089</guid>
		<description>Fernando, acho que vc não leu atentamente o meu texto. Como já expliquei em comentários anteriores, Paul Veyne não nega a verdade (o que como vc mesmo disse, seria um contradição). Pelo contrário, ele reforça a existência de não só uma mas várias verdades. O que ele nega é a verdade absoluta, que mesmo do ponto de vista da física (sobretudo a quântica), não existe.

E os exemplos que vc citou da física e da matemática tmb são verdades relativas, e não absolutas, pois dependem de um certo sistema ou paradigma para serem consideradas verdades. Pegando seu exemplo da matemática, 2 + 2 = 4 é verdadeiro se considerarmos a operação no sistema decimal, mas é falso se consideramos o sistema binário. Ou seja, essa operação pra ser verdadeira esta subordinada a um sistema específico, e se é relativo a um sistema apenas, mas não todos, não pode ser uma verdade absoluta (afinal, isso vai contra o próprio conceito de absoluto). 

O mesmo vale pra leis da física que só são verdadeiras se consideramos o nosso universo (e mesmo assim, há sistemas de verdades diferentes da física pro macro e pro micro cosmos). E se a física quântica estiver certa, o nosso universo não é o unico, e a leis da física que regem nosso universo, podem não funcionar da mesma maneira em outros. Então, por dedução óbvia, se as grandeza físicas são relativas a cada universo específico, também não podem ser verdades absolutas.

E tudo isso só reafirma a teoria de Paul Veyne de que não existe a verdade absoluta, mas sim diversas verdades diferentes (ou programas de verdade como ele diz) subordinada, condicionadas e relativas a diversos sistemas modulares (seja físico, matemático, linguístico, histórico, sociológico, político, etc).</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Fernando, acho que vc não leu atentamente o meu texto. Como já expliquei em comentários anteriores, Paul Veyne não nega a verdade (o que como vc mesmo disse, seria um contradição). Pelo contrário, ele reforça a existência de não só uma mas várias verdades. O que ele nega é a verdade absoluta, que mesmo do ponto de vista da física (sobretudo a quântica), não existe.</p>
<p>E os exemplos que vc citou da física e da matemática tmb são verdades relativas, e não absolutas, pois dependem de um certo sistema ou paradigma para serem consideradas verdades. Pegando seu exemplo da matemática, 2 + 2 = 4 é verdadeiro se considerarmos a operação no sistema decimal, mas é falso se consideramos o sistema binário. Ou seja, essa operação pra ser verdadeira esta subordinada a um sistema específico, e se é relativo a um sistema apenas, mas não todos, não pode ser uma verdade absoluta (afinal, isso vai contra o próprio conceito de absoluto). </p>
<p>O mesmo vale pra leis da física que só são verdadeiras se consideramos o nosso universo (e mesmo assim, há sistemas de verdades diferentes da física pro macro e pro micro cosmos). E se a física quântica estiver certa, o nosso universo não é o unico, e a leis da física que regem nosso universo, podem não funcionar da mesma maneira em outros. Então, por dedução óbvia, se as grandeza físicas são relativas a cada universo específico, também não podem ser verdades absolutas.</p>
<p>E tudo isso só reafirma a teoria de Paul Veyne de que não existe a verdade absoluta, mas sim diversas verdades diferentes (ou programas de verdade como ele diz) subordinada, condicionadas e relativas a diversos sistemas modulares (seja físico, matemático, linguístico, histórico, sociológico, político, etc).</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: O Que é a Verdade? &#124; Cadu Simões</title>
		<link>http://cadusimoes.com/2005/10/a-verdade-nao-existe/comment-page-1/#comment-5088</link>
		<dc:creator>O Que é a Verdade? &#124; Cadu Simões</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Jun 2010 19:46:00 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://grilocaverna.homemgrilo.com/2005/10/26/a-verdade-nao-existe/#comment-5088</guid>
		<description>[...] Gonzales resume a questão toda numa única tira e de forma magnífica. Se bem que eu ainda prefiro a explicação do Paul Veyne sobre o que é a verdade. Quer dizer, na verdade mesmo, tô pouco me lixando pra verdade. O que me [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] Gonzales resume a questão toda numa única tira e de forma magnífica. Se bem que eu ainda prefiro a explicação do Paul Veyne sobre o que é a verdade. Quer dizer, na verdade mesmo, tô pouco me lixando pra verdade. O que me [...]</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Fernando Buffolo</title>
		<link>http://cadusimoes.com/2005/10/a-verdade-nao-existe/comment-page-1/#comment-4989</link>
		<dc:creator>Fernando Buffolo</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 03 Apr 2010 16:46:41 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://grilocaverna.homemgrilo.com/2005/10/26/a-verdade-nao-existe/#comment-4989</guid>
		<description>A verdade não necessáriamente, é subordinada a maneira pela qual a interpretamos, quer dizer relativamente de a acordo com a etnia, cultura, valores e moral, sobre o assunto.
A exemplo disso, as verdades das leís básicas da física tradicional, bem como na matemática, as simplicima equação 2 + 2 = 4, (não 22 ou 5), são verdades de grandesas não relativas, pelo menos compartilhadas dentro deste mundo. (se e existir outro).
Mas indiferentemente do realativismos concernentes as questões, o &quot;fato&quot; que da origem ao conceito sobre a tipificação da verdade são inalterados, uma vez que se detenha assertividade plena de seu acontecimento.

Com a frase: &quot;A VERDADE NÃO EXISTE&quot;, provo por ela mesma, que não podemos nega-la.

Isso é simples, uma pequena solução de lógica. 

SE EU NEGAR A AFIRMAÇÃO, EU AFIRMO A EXISTÊNCIA DA VERDADE.

SE EU ACEITA A AFIRMAÇÃO, EU AFIRMA A EXISTÊNCIA DA VERDADE (hora é Verdade, que a verdade não existe - e logo crio um erro lógica na questão)

a verdade sendo verdade Absoluta, pode existir muito aquém aos conceitos cognitivos e relativisticos que detemos sobre elas, até mesmo do ponto de vista das ciências humanas, algumas idéias relativas a um conceito não provado, quando determinatemente sabemos que essas &quot;verdades&quot;, muitas de conceitos relativos, podem coexistir, todavia o fato em sí ainda que observados de várias formas e por ângulos diversos, ser o mesmo inalterado. Talvez a compreensão exata da questão são sujeitas ao aspecto cognitivo, mas Verdade, pode existir ainda que não existam palavras, ou conceitos de definição. 
O origem conceitual, de verdade, concerne &quot;o que, qual , onde , como,etc&quot; em relação &quot;o que qual onde como, etc &quot;, ex.: o que é verdade em relação ao o que... Jõao era estupido...(fato  pelo qual  julgamos o que é estupidez  - e também comprovado por evidências , que podem também sofrer interpretações). Mas era estupido em relação ao que.? Sua personalidade era rude por demais, todavia ele um gênio em matemática.

Essa relativização em nada põe em cheque a existência da Verdade, e a Verdade Absoluta, existindo, pode não ser acordada com nenhumas das vertentes propostas, ou até ser uma sintese das mais verdadeiras. Mas até mesmo existência de uma não absoluta verdade, afirma  de forma absoluta sua existência.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A verdade não necessáriamente, é subordinada a maneira pela qual a interpretamos, quer dizer relativamente de a acordo com a etnia, cultura, valores e moral, sobre o assunto.<br />
A exemplo disso, as verdades das leís básicas da física tradicional, bem como na matemática, as simplicima equação 2 + 2 = 4, (não 22 ou 5), são verdades de grandesas não relativas, pelo menos compartilhadas dentro deste mundo. (se e existir outro).<br />
Mas indiferentemente do realativismos concernentes as questões, o &#8220;fato&#8221; que da origem ao conceito sobre a tipificação da verdade são inalterados, uma vez que se detenha assertividade plena de seu acontecimento.</p>
<p>Com a frase: &#8220;A VERDADE NÃO EXISTE&#8221;, provo por ela mesma, que não podemos nega-la.</p>
<p>Isso é simples, uma pequena solução de lógica. </p>
<p>SE EU NEGAR A AFIRMAÇÃO, EU AFIRMO A EXISTÊNCIA DA VERDADE.</p>
<p>SE EU ACEITA A AFIRMAÇÃO, EU AFIRMA A EXISTÊNCIA DA VERDADE (hora é Verdade, que a verdade não existe &#8211; e logo crio um erro lógica na questão)</p>
<p>a verdade sendo verdade Absoluta, pode existir muito aquém aos conceitos cognitivos e relativisticos que detemos sobre elas, até mesmo do ponto de vista das ciências humanas, algumas idéias relativas a um conceito não provado, quando determinatemente sabemos que essas &#8220;verdades&#8221;, muitas de conceitos relativos, podem coexistir, todavia o fato em sí ainda que observados de várias formas e por ângulos diversos, ser o mesmo inalterado. Talvez a compreensão exata da questão são sujeitas ao aspecto cognitivo, mas Verdade, pode existir ainda que não existam palavras, ou conceitos de definição.<br />
O origem conceitual, de verdade, concerne &#8220;o que, qual , onde , como,etc&#8221; em relação &#8220;o que qual onde como, etc &#8220;, ex.: o que é verdade em relação ao o que&#8230; Jõao era estupido&#8230;(fato  pelo qual  julgamos o que é estupidez  &#8211; e também comprovado por evidências , que podem também sofrer interpretações). Mas era estupido em relação ao que.? Sua personalidade era rude por demais, todavia ele um gênio em matemática.</p>
<p>Essa relativização em nada põe em cheque a existência da Verdade, e a Verdade Absoluta, existindo, pode não ser acordada com nenhumas das vertentes propostas, ou até ser uma sintese das mais verdadeiras. Mas até mesmo existência de uma não absoluta verdade, afirma  de forma absoluta sua existência.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Leonardo T. Oliveira</title>
		<link>http://cadusimoes.com/2005/10/a-verdade-nao-existe/comment-page-1/#comment-4553</link>
		<dc:creator>Leonardo T. Oliveira</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 16:45:02 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://grilocaverna.homemgrilo.com/2005/10/26/a-verdade-nao-existe/#comment-4553</guid>
		<description>É que na religião você não pode ter só um discurso engessado na esfera racional, você tem que ter uma coordenada à experiência. Ou seja: não é algo só pra ser entendido, mas pra ser experimentado - é aí que reside o seu sentido verdadeiro e último. Senão você é um historiador de religiões, e não um participante dela. MÃS... pra algo ser experimentado segundo uma intenção pré-concebida, esse algo também tem que ser entendido. Daí que as religiões &quot;vivas&quot; acabam dependendo de uma sistematização de conceitos, que no fim orientem a experiência do crente. E aí temos as duas partes dessa conversa: a religião com 1) um discurso de conceitos (programa-de-verdade, ou mesmo &quot; logos&quot; (&quot;No princípio era o logos&quot;), ao mesmo tempo que com 2) um sentido que se prolonga para a prática, para a experiência (que é a sedução sensorial do mythos), ou, enfim, para a crença verdadeira, para a resposta da fé.

Já o mitos simples e puro, antes de qualquer sistematização, é muito mais a parte do apelo sensorial do mythos, muito mais a parte da crença mesmo, do que a ponderação a um programa de verdade que o sustente. De modo que:

mito = apelo à crença (mythos)
religião = sistematização de conceitos (logos) + apelo à crença (mythos)

É o que me parece.

Desde já digo que fico feliz com a discussão, pois estou pensando em coisas novas com ela, e está sendo uma boa troca de comentários.

Saudações,
Leonardo</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>É que na religião você não pode ter só um discurso engessado na esfera racional, você tem que ter uma coordenada à experiência. Ou seja: não é algo só pra ser entendido, mas pra ser experimentado &#8211; é aí que reside o seu sentido verdadeiro e último. Senão você é um historiador de religiões, e não um participante dela. MÃS&#8230; pra algo ser experimentado segundo uma intenção pré-concebida, esse algo também tem que ser entendido. Daí que as religiões &#8220;vivas&#8221; acabam dependendo de uma sistematização de conceitos, que no fim orientem a experiência do crente. E aí temos as duas partes dessa conversa: a religião com 1) um discurso de conceitos (programa-de-verdade, ou mesmo &#8221; logos&#8221; (&#8220;No princípio era o logos&#8221;), ao mesmo tempo que com 2) um sentido que se prolonga para a prática, para a experiência (que é a sedução sensorial do mythos), ou, enfim, para a crença verdadeira, para a resposta da fé.</p>
<p>Já o mitos simples e puro, antes de qualquer sistematização, é muito mais a parte do apelo sensorial do mythos, muito mais a parte da crença mesmo, do que a ponderação a um programa de verdade que o sustente. De modo que:</p>
<p>mito = apelo à crença (mythos)<br />
religião = sistematização de conceitos (logos) + apelo à crença (mythos)</p>
<p>É o que me parece.</p>
<p>Desde já digo que fico feliz com a discussão, pois estou pensando em coisas novas com ela, e está sendo uma boa troca de comentários.</p>
<p>Saudações,<br />
Leonardo</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Cadu Simões</title>
		<link>http://cadusimoes.com/2005/10/a-verdade-nao-existe/comment-page-1/#comment-4552</link>
		<dc:creator>Cadu Simões</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 14:30:30 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://grilocaverna.homemgrilo.com/2005/10/26/a-verdade-nao-existe/#comment-4552</guid>
		<description>Mas eu também não diria que a crença na palavra é específica das religiões, no sentido de ser exclusiva delas, mas é certo dizer que todas as regiliões possuem esse tipo de crença, sem exceção, pois todas elas foram formadas a partir do mythos, e não do logos (eu pelo menos não conheço nenhuma religião criada a partir do logos). 

Aliás, uma questão que Veyne levanta nesse livro, e que na verdade não é dele, pois Aristóteles já dizia isso, é que religião nenhuma se sustenta intacta por muito tempo quando o logos começa a ser introduzido nela, pois ele é mais forte e sempre se impõe sobre o mythos. Ou seja, só existe religião no mythos, pois a partir do momento em que o logos começa a se impor através de sistematizações e formalizações como é o caso da teologia  (que literalmente é ver o theos pelo filtro do logos) ou a mitologia (nesse caso, o mythos filtrado pelo logos), ela passa também a depender de programas de verdade, como você disse (perdendo sua capacidade de enunciar a verdade absoluta), e assim vai deixando progressivamente de ser religião até restar apenas a sua parte filosófica e literária.

E Veyne diz que não por acaso foi justamente isso que aconteceu com a religião grega arcaica, que com a entrada progressiva do logos, acabou se transformando na filosofia e na literatura clássica que conhecemos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Mas eu também não diria que a crença na palavra é específica das religiões, no sentido de ser exclusiva delas, mas é certo dizer que todas as regiliões possuem esse tipo de crença, sem exceção, pois todas elas foram formadas a partir do mythos, e não do logos (eu pelo menos não conheço nenhuma religião criada a partir do logos). </p>
<p>Aliás, uma questão que Veyne levanta nesse livro, e que na verdade não é dele, pois Aristóteles já dizia isso, é que religião nenhuma se sustenta intacta por muito tempo quando o logos começa a ser introduzido nela, pois ele é mais forte e sempre se impõe sobre o mythos. Ou seja, só existe religião no mythos, pois a partir do momento em que o logos começa a se impor através de sistematizações e formalizações como é o caso da teologia  (que literalmente é ver o theos pelo filtro do logos) ou a mitologia (nesse caso, o mythos filtrado pelo logos), ela passa também a depender de programas de verdade, como você disse (perdendo sua capacidade de enunciar a verdade absoluta), e assim vai deixando progressivamente de ser religião até restar apenas a sua parte filosófica e literária.</p>
<p>E Veyne diz que não por acaso foi justamente isso que aconteceu com a religião grega arcaica, que com a entrada progressiva do logos, acabou se transformando na filosofia e na literatura clássica que conhecemos.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Leonardo T. Oliveira</title>
		<link>http://cadusimoes.com/2005/10/a-verdade-nao-existe/comment-page-1/#comment-4551</link>
		<dc:creator>Leonardo T. Oliveira</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 13:14:03 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://grilocaverna.homemgrilo.com/2005/10/26/a-verdade-nao-existe/#comment-4551</guid>
		<description>É que o Veyne está interessado em um caso específico de crença: aquela que contradiz a realidade. Por exemplo: a crença etíope de que o leopardo seria um animal cristão, e assim guardaria os jejuns da igreja ortodoxa. Nem por isso o etíope deixa de guardar o seu rebanho dos leopardos em dias de jejum, pois ele também sabe que o leopardo é um animal perigoso. Como fica isso? É aí que o Veyne fala que existe um tipo de crença em uma verdade que é, sim, tomada por absoluta, pois mesmo entrando em uma contradição lógica com outras verdades, mesmo sendo francamente incompatível com outras verdades, essa crença se mantém como algo à parte e sempre válida, e por isso é absoluta.

O cuidado que a gente tem que tomar é ao chamar esse tipo de crença específica de crença do &quot;âmbito da religião&quot;. Quando um texto religioso formaliza um sistema, uma teologia, ela passa a ter um cuidado muito maior com o que seja a vivência da verdade que prega, e que essa verdade seja tão eficiente quanto menos esbarrar em contradições na sua prática como modo de vida.

Então em que âmbito está aquele tipo de crença que contradiz a realidade pra se tornar absoluta? No âmbito do mito mesmo. Ou de suas variantes: lenda, fábula, etc. É o Papai Noel, é a versão concomitante de explicação de origem pra uma coisa. Etc. É verdade que muitas vezes a religião também impõe verdades assim, mas desde que a religião é formalizada ela costuma passar por uma elaboração discursiva, e daí ela também depender de um programa-de-verdade. O mito é que é um fenômeno muito mais solto, múltiplo e paradoxal, e na Grécia isso era bastante comum.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>É que o Veyne está interessado em um caso específico de crença: aquela que contradiz a realidade. Por exemplo: a crença etíope de que o leopardo seria um animal cristão, e assim guardaria os jejuns da igreja ortodoxa. Nem por isso o etíope deixa de guardar o seu rebanho dos leopardos em dias de jejum, pois ele também sabe que o leopardo é um animal perigoso. Como fica isso? É aí que o Veyne fala que existe um tipo de crença em uma verdade que é, sim, tomada por absoluta, pois mesmo entrando em uma contradição lógica com outras verdades, mesmo sendo francamente incompatível com outras verdades, essa crença se mantém como algo à parte e sempre válida, e por isso é absoluta.</p>
<p>O cuidado que a gente tem que tomar é ao chamar esse tipo de crença específica de crença do &#8220;âmbito da religião&#8221;. Quando um texto religioso formaliza um sistema, uma teologia, ela passa a ter um cuidado muito maior com o que seja a vivência da verdade que prega, e que essa verdade seja tão eficiente quanto menos esbarrar em contradições na sua prática como modo de vida.</p>
<p>Então em que âmbito está aquele tipo de crença que contradiz a realidade pra se tornar absoluta? No âmbito do mito mesmo. Ou de suas variantes: lenda, fábula, etc. É o Papai Noel, é a versão concomitante de explicação de origem pra uma coisa. Etc. É verdade que muitas vezes a religião também impõe verdades assim, mas desde que a religião é formalizada ela costuma passar por uma elaboração discursiva, e daí ela também depender de um programa-de-verdade. O mito é que é um fenômeno muito mais solto, múltiplo e paradoxal, e na Grécia isso era bastante comum.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Cadu Simões</title>
		<link>http://cadusimoes.com/2005/10/a-verdade-nao-existe/comment-page-1/#comment-4549</link>
		<dc:creator>Cadu Simões</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 06:03:52 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://grilocaverna.homemgrilo.com/2005/10/26/a-verdade-nao-existe/#comment-4549</guid>
		<description>Leonardo, tudo o que vc falou tem muita lógica e faz muito sentido, mas só se considerarmos que as regiliões também estão sujeitas a programas de verdades e funcionam sobre crença na fé de outro. Mas meu texto é baseado em Paul Veyne, e o que ele diz é justamente que as regiões não dependem de nenhum programa de verdade, pois o discurso delas está baseada no mythos, e não no logos. Só o logos depende de programas de verdade, no mythos a palavra carrega toda a autoridade ela mesmo, sem precisar de mais nada, nada mesmo. 

Então nessa modalidade de crença eu posso afirmar que &quot;o verbo era Deus&quot; e logo em seguinda afirmar totalmente o contrário &quot;o verbo não era Deus&quot; e ambas as afirmações continuam sendo verdade absoluta pois só dependem delas mesmas para serem.

Por fim, novamente nem meu texto e nem Paul Veyne dizem que não existe verdadeS, o que ele nega é &quot;A&quot; verdade, absoluta (ou A falsidade absoluta, ou ainda o próprio absoluto em si), e não há como ela existir senão justamente nas religiões, cuja modalidade de crença não depende de programas de verdade.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Leonardo, tudo o que vc falou tem muita lógica e faz muito sentido, mas só se considerarmos que as regiliões também estão sujeitas a programas de verdades e funcionam sobre crença na fé de outro. Mas meu texto é baseado em Paul Veyne, e o que ele diz é justamente que as regiões não dependem de nenhum programa de verdade, pois o discurso delas está baseada no mythos, e não no logos. Só o logos depende de programas de verdade, no mythos a palavra carrega toda a autoridade ela mesmo, sem precisar de mais nada, nada mesmo. </p>
<p>Então nessa modalidade de crença eu posso afirmar que &#8220;o verbo era Deus&#8221; e logo em seguinda afirmar totalmente o contrário &#8220;o verbo não era Deus&#8221; e ambas as afirmações continuam sendo verdade absoluta pois só dependem delas mesmas para serem.</p>
<p>Por fim, novamente nem meu texto e nem Paul Veyne dizem que não existe verdadeS, o que ele nega é &#8220;A&#8221; verdade, absoluta (ou A falsidade absoluta, ou ainda o próprio absoluto em si), e não há como ela existir senão justamente nas religiões, cuja modalidade de crença não depende de programas de verdade.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
</channel>
</rss>
